Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa decidiram avançar para greve, em plenário realizado na noite desta quarta-feira, em resposta à contraproposta apresentada pela administração durante a tarde, segundo a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN).
A paralisação é justificada pelo incumprimento de acordos assinados em 2019, nomeadamente ao nível da formação e da organização do trabalho. Os sindicatos denunciam a falta de trabalhadores qualificados e a retirada de funções, considerando que estas situações representam um desrespeito pelos profissionais.
Esta realidade tem levado à sobrecarga de trabalho, com trabalhadores a assumirem dois ou mais postos em simultâneo, colocando em causa as normas de segurança, tanto para os próprios como para os passageiros.
Os trabalhadores denunciam ainda situações de assédio moral nos locais de trabalho.
Apesar da greve marcada para terça-feira, 14 de abril, as organizações sindicais mantêm-se disponíveis para o diálogo com a administração do Metro de Lisboa.