A ofensiva patronal e do Governo tem como objectivo mercantilizar da força do trabalho

Este Pacote Laboral, apoiado pelo CH e pela IL, é uma violenta submissão aos interesses dos grupos económicos e financeiros que acumulam lucros milionários à custa da nossa exploração. O que eles querem é impor um retrocesso inaceitável que destrói as vidas dos trabalhadores actuais e futuros com medidas que visam: perpétuar os baixos salários, impor os despedimentos sem justa causa, agravar e eternizar a precariedade, desregular e alongar ainda mais os horários de trabalho, atacar os direitos de maternidade e paternidade, destruir a contratação colectica e os direitos nela consagrados, atacar a liberdade sindical e o direito à greve.

Uma pressa ilegítima que revela fraqueza

A antecipação do debate é revelador da pressa e dos compromissos que o Governo tem com o patronato, sem sequer esperar pelo fim do prazo da consulta pública, mas também mostra medo que eles têm da contestação social. O Governo sabe que não consegue justificar este assalto aos direitos de quem trabalha!

Exigimos o voto contra! Sem manobras, sem cumplicidades! 

Os partidos com assento parlamentar devem ouvir e respeitar as razões dos trabalhadores, que expressaram nas ruas de forma clara inequívoca a rejeição a este Pacote Laboral!

Não aceitamos discursos ambíguos. Exigimos o voto contra na generalidade e a rejeição de qualquer manobra de bastidores para fazer baixar o documento à especialidade sem votação. Quem se abstiver ou viabilizar este pacote Laboral será totalmente responsabilizado pelos trabalhadores e pela opinião publica em Geral

No dia 18 de Junho, a nossa voz vai ecoar na Assembleia da República!
Pela defesa dos nossos direitos, por salários dignos e por uma vida melhor: Todos à Assembleia da República! A luta continua!