A manifestação realizada no dia 17 de outubro, no Porto, Coimbra e em Lisboa, constituiu uma grande ação nacional de luta por mais salário, direitos e serviços públicos, contra o aumento do custo de vida! Em defesa das funções sociais do Estado, pelo SNS, a Escola Pública, a Segurança Social, o direito à habitação.

A participação massiva de jovens que lutam pelo seu futuro e combatem a política deste governo PSD CDS, apoiado pelo Chega e a Iniciativa Liberal.

Os jovens disseram não à política que agrava a precariedade, corta nos salários, desregula os horários de trabalho, reduz direitos e não resolve o problema do acesso à habitação, à saúde e educação.

Uma das maiores exigências que se ouvia nas palavras de ordem, “o custo de vida aumenta, o povo não aguenta”, para isso é fundamental o controlo dos preços e o aumento de salários e pensões para fazer face ao aumento do custo de vida, como afirmou Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP.

As ruas encheram-se de múltiplos cartazes em defesa da Segurança Social, do SNS, da Escola Pública, pelo acesso à habitação, é imperativo travar a especulação e aumentar a oferta pública a preços acessíveis.

Foi denunciado que Portugal continua a registar níveis de pobreza persistentemente elevados, que seriam ainda mais elevados sem as transferências da Segurança Social - sem elas 40,7% da população residente estaria em situação de pobreza. O salário médio em Portugal ronda, ainda, os 62% da média da União Europeia.

A CGTP apresentou propostas reivindicativas urgentes, como a necessidade de aumento de 15%, com o aumento de 150 para todos os trabalhadores e o aumento do SMN para 1100 €.

A Central Sindical anunciou uma ação para o próximo dia 24 de novembro, no âmbito da votação do Orçamento de Estado. É preciso uma alternativa a esta política que assegure desenvolvimento económico e social para o país.

Na certeza clara de que a luta vai continuar!