Os Trabalhadores Contestam a Política da UE Com Força, Entusiasmo e Confiança

Os trabalhadores levaram um grande protesto para as ruas do Porto, no dia 8 de Maio por ocasião da realização da Cimeira Europeia, reuniu os Chefes de Estado e de Governo para discutir o pilar europeu dos direitos Sociais, o livro Verde e o Futuro do Trabalho. A submissão às imposições da União Europeia, tem contribuído para a destruição do aparelho produtivo, a entrega de empresas e sectores estratégicos aos grandes grupos económicos, o desinvestimento nos serviços públicos, o ataque aos direitos, a acentuação das desigualdades e o agravamento da situação económica, social e laboral no país.

A Secretária Geral da CGTP-IN Isabel Camarinha, refere na sua intervenção “...  o Pilar e o Plano de acção representam, neste conjunto de direitos e áreas, uma pressão para o nivelamento por baixo, ou seja, para que sejam dificultados avanços no sentido da estabilidade e segurança no emprego, dos salários, dos vínculos de trabalho, na redução do horário de trabalho, mas também nos direitos à saúde, educação, protecção social e aos diferentes serviços públicos, para além de lançar as bases para uma futura subida da idade da reforma...”.

Não podemos esquecer que Pacto de Estabilidade e as suas regras que amarram o país a uma política de cortes na despesa em educação, saúde ou prestações sociais, que limita o investimento público em áreas centrais ao nosso desenvolvimento e promove as liberalizações e privatizações que deixam o país cada vez mais pobre e dependente do exterior.

O Livro Verde do futuro do trabalho apresentado pelo Governo supostamente tinha “preocupações sociais”, mas não resolve antes acentua, a precariedade, a duração e a desregulação dos horários de trabalho. A agenda digital visa tirar todo o partido dos avanços na ciência e nas tecnologias, é um bom exemplo de como a tecnologia não está ao serviço de todos e está a ser utilizada pelo grande patronato, “com máquinas do século XXI, impõe tempos e ritmos de trabalho do século XIX.” sublinha Isabel. O futuro do trabalho exige uma política que garanta o desenvolvimento tecnológico que deve ser colocado ao serviço de todos deve servir para criar emprego seguro com direitos e de qualidade, para aumentar os salários e reduzir horários e ritmos de trabalho.