Congresso

"É chegada a altura de valorizar os trabalhadores e o trabalho."

Proferiu Arménio Carlos, Secretário-Geral da CGTP-IN, que encerrou o Congresso da USL/CGTP-IN.

Se não fosse a CGTP-IN a anunciar o objectivo dos 850 euros, não tínhamos os 635 euros de salário mínimo nacional que entretanto foi anunciado pelo governo PS.

Arménio Carlos reafirmou também a importância dos serviços públicos e o facto de ser inadmissível que não tenha havido mais investimento nos transportes, que falte pessoal nas escolas, na saúde e que tenhamos ainda 13 mil desempregados e muitos milhares de trabalhadores nos contratos de emprego - inserção. E esta é só uma face da precariedade!

Vamos à luta no combate à precariedade com uma iniciativa em Lisboa no dia 5 de Dezembro junto ao Ministério do Trabalho pelas 15:00.

Unidade na acção e na luta com mais União

A União dos Sindicatos de Lisboa, a maior estrutura intermédia da CGTP-IN, tem agora uma nova Direcção Distrital, constituída por 44 membros, 65,9% homens e 34,1% mulheres. A média de idades situa-se nos 49 anos.

São grandes os desafios que temos pela frente, expressos no Programa de Acção, e que estão sistematizados num documento intitulado Linhas Prioritárias Para a Acção, que traduzem os compromissos político-sindicais para o mandato de 2019/2023.

30 mil novas sindicalizações

Nuno Almeida, responsável pelo Departamento da Organização e da Acção Sindical Integrada, anunciou uma meta de sindicalização para o próximo mandato de 30 mil novas sindicalizações.

O aumento da sindicalização é fundamental para o reforço das organizações, da unidade e da luta como principais elementos estruturantes para alcançar os objectivos reivindicativos fundamentais.

A solidariedade internacional - Por um mundo solidário, de paz e progresso

No Congresso da União dos Sindicatos de Lisboa a solidariedade internacional teve expressão, não só no vídeo de abertura, como também na moção que foi apresentada e aprovada, considerando que o mundo assiste ao recrudescimento da agressividade desestabilizadora e belicista do imperialismo, que impõe um rol de consequências trágicas para os trabalhadores e os povos, vítimas da guerra e de processos de ingerência.

Neste contexto, o XII Congresso da USL/CGTP-IN deliberou a participação numa acção convergente em defesa da paz, nomeadamente as convocadas pelo CPPC, a primeira das quais vai ter lugar já no dia 3 de Dezembro pelas 18:00 na Rua do Carmo, em Lisboa, contra a cimeira da NATO.

Vídeo de Abertura do XII Congresso da USL/CGTP-IN

Mais Emprego, Mais Salários, Mais Direitos

Mais de 30 delegados usaram da palavra no XII Congresso da USL/CGTP-IN. Os temas abordados foram desde o emprego com direitos e o combate ao desemprego, a luta contra a precariedade, a valorização dos salários, a regulação dos horários e a conciliação do trabalho com a vida pessoal, a acção reivindicativa e a contratação coletiva aos direitos, liberdades e garantias.

As funções sociais do estado também foi um dos temas abordados no Congresso da USL/CGTP-IN, considerando a importância da saúde, da educação, da segurança social, direitos constitucionais que devem ser defendidos e reforçados.

XII Congresso da União dos Sindicatos de Lisboa

A União dos Sindicatos de Lisboa realiza hoje o seu XII Congresso, sob o lema "Avançar com a luta dos trabalhadores - reforçar a organização. +emprego +salários +direitos".

Libério Domingues, coordenador da USL, referiu na sua intervenção de abertura que "4 anos depois, podemos afirmar que valeu a pena lutar, que é tempo para ir mais longe, para conseguir e garantir avanços".

Em Lisboa houve um importante crescimento do emprego, 12,2% nestes últimos 4 anos, e uma descida do desemprego, de 12,7% em 2015 para 7,1% em 2019. Uma grande parte do emprego criado em Lisboa ocorreu em actividades de serviços ligados muitos deles ao turismo, ao alojamento e à restauração, ao emprego e trabalho temporário, todas elas marcadas pelos baixíssimos níveis remuneratórios, pela total ausência de estabilidade laboral e pela enorme rotatividade de emprego.

No distrito de Lisboa quase metade dos trabalhadores têm salários de até 600€ ou entre 600€ e 900€, valores claramente insuficientes no contexto nacional.

Libério refere ainda, na sua intervenção, que o momento que vivemos exige mais CGTP-IN, mais União, para exigir a valorização do trabalho e dos trabalhadores.