A Luta Organizada nos Sindicatos da CGTP é a Vacina Contra o Vírus da Exploração

A Jornada de Luta Nacional da CGTP-IN, realizada no dia 25 de Fevereiro, teve a sua expressão em Lisboa, na Manifestação que decorreu entre o Cais do Sodré e a Assembleia da Républica. Foram muitos os trabalhadores que estiveram presentes empunhando pancartas, bandeiras dos sindicatos denunciando, a precariedade, os despedimentos, a retirada de direitos, a Interjovem levava vacinas da sindicalização como o melhor antídoto no combate ao vírus da exploração. Esta acção realizou-se, depois de quase um ano de pandemia.

Um ano em que se demonstrou a importância do Estado e dos Serviços Públicos, em que ficou claro o desastre da política de desinvestimento, corte nos salários e no número de trabalhadores, de negação dos direitos mais elementares à progressão e às carreiras profissionais.

Um ano em que ficou bem patente o resultado da submissão aos constrangimentos da União Europeia e do euro, de destruição do nosso aparelho produtivo, de entrega de empresas e sectores estratégicos aos grandes grupos económicos, do modelo de baixos salários e precariedade, com brutais consequências no acentuar das desigualdades já existentes, em que as mulheres trabalhadoras e os jovens são particularmente atingidos.

Um ano em que todos trabalhadores foram confrontados com uma brutal campanha que procurou incutir o medo para fragilizar direitos e cortar nos salários, em que o desemprego aumentou e foram destruídos mais de 100 mil postos de trabalho, em que a pobreza, nomeadamente a pobreza de quem trabalha, aumentou de forma inaceitável, com amplas camadas da população a ficar sem apoios face a novas realidades, a trabalhar sem a devida segurança e saúde no trabalho, em teletrabalho a dividir espaço e tempo com a família, enquanto que uma minoria, a minoria do costume, os que acumulam milhões de euros em lucros e dividendos, foram generosamente apoiados pelo Estado!

Um ano em que com a justificação da epidemia e à boleia das medidas desequilibradas do Governo, o patronato aproveitou para desregular horários, impor laborações contínuas e bancos de horas, roubar férias, chantagear e ameaçar os trabalhadores e despedir aqueles que têm vínculos precários, como se de peças descartáveis se tratassem.

A Secretária Geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, na sua intervenção anunciou que a  luta vai continuar, a partir das empresas e locais de trabalho, na rua e terá já momentos de convergência nas acções da Semana da Igualdade, de 8 a 12 de Março, com iniciativas em todos os sectores e em todo o país, com expressão pública, com o lema “Defender a saúde, dignificar o trabalho, avançar na igualdade!” que assinalarão em luta o 8 de Março – Dia Internacional da Mulher e no dia 25 a Luta dos Jovens Trabalhadores.

No Final da manifestação foi aprovada uma resolução, por unanimidade e aclamação

Ler resolução.