TRABALHADORES DAS EMPRESAS DE DISTRIBUIÇÃO CONTINUAM A LUTA!

Os trabalhadores das empresas de distribuição:

EXIGEM:

  • o aumento dos salários de todos os trabalhadores;
  • o fim da tabela B; 
  • a progressão automática dos operadores de armazém até ao nível de especializado.

NÃO ACEITAM:

  • a redução do valor pago pelo trabalho suplementar prestado;
  • a redução do valor pago pelo trabalho em dia Feriado;
  • o Banco de Horas.

O CESP e os trabalhadores do sector vão continuar a luta pelas suas justas reivindicações, com acções de denúncia à porta de vários locais de trabalho. Nestas acções denunciaremos situações concretos de irregularidades em cada um dos locais de trabalho/empresa e a intransigência patronal na revisão do Contrato Colectivo de Trabalho. 

No dia 6 de Fevereiro de 2018, às 11h, dirigentes, delegados sindicais e trabalhadores das empresas de distribuição vão concentrar-se frente ao Ministério do Trabalho, data da primeira reunião de conciliação nos serviços do Ministério do Trabalho. Considera o CESP que não há qualquer movo para que as empresas e a APED insistam na retirada ou redução de direitos aos trabalhadores para aumentar salários e corrigir injustiças. Não podemos aceitar que a mesma empresa pague salários mais baixos, 40 euros, a trabalhadores com a mesma categoria profissional e antiguidade na empresa, apenas porque trabalham em distritos diferentes. Nalguns casos a distância entre lojas é inferior a 2 ou 3km. 

Não podemos aceitar que nos armazéns destas cadeias de distribuição, em que o trabalho é altamente qualificado e desgastante, com os trabalhadores a carregar alguns milhares de quilos todos os dias, se continuem a pagar, a trabalhadores a 8, 10, 15 e 20 anos de antiguidade, salários de 580 ou 590 euros, menos que os trabalhadores com igual antiguidade nas lojas. Ambos fazem trabalho igualmente qualificado, ambos têm de ter salários iguais porque o trabalho é de valor igual. 

Cerca de 40% dos trabalhadores deste sector recebem salários abaixo dos 600 euros. 80% recebem salários abaixo dos 640 euros. É injusto! 

E por isso os trabalhadores não desarmam e continuam a luta pelo aumento dos salários de todos os trabalhadores, pelo fim da tabela B (mais baixa que se aplica em todos os distritos, excepto Lisboa, Porto e Setúbal) e pela correcção da injustiça na carreira profissional dos operadores de armazém. 

Dia 10 Fevereiro 2018 - a luta será no El Corte Inglês, Lisboa 

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