FEZ-SE JUSTIÇA AO FIM DE 25 ANOS DE LUTA NA ESCOLA DE HOTELARIA DO ESTORIL

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Finalmente, duas trabalhadoras da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE) receberam a retribuição a que tinham direito por decisão do Tribunal de Trabalho de Cascais.

Diversos trabalhadores e trabalhadoras prestaram serviço no ex-Centro Escolar Turístico e Hoteleiro do Estoril - que deu origem à INFTUR Estoril e por sua vez à atual denominação ESHTE - no período correspondente de 1992 a 1998, sem que tenham sido pagos os Subsídios de Natal e de Férias, Subsidio de alimentação nas férias e prémios antiguidade e progressão em vigor na empresa.

Em 2002, estas duas trabalhadoras decidem avançar para tribunal, depois de a empresa ter permanentemente recusado regularizar a situação voluntariamente, já as trabalhadoras encontravam-se no quadro efectivo da empresa desde 1999, após terem reivindicado e lutado com o apoio do Sindicato e no estrito cumprimento do Contrato Colectivo de Trabalho dos Hotéis.

FOI DADA RAZÃO ÀS TRABALHADORAS.

Em Julho de 2006, por sentença do Tribunal de Trabalho de Cascais, este decide a favor das trabalhadoras obrigando a ESHTE a liquidar os valores em falta, à altura superiores a 10 mil Euros, mas ESHTE não liquidou o valor.

Finalmente, após recursos e já este ano requereu-se o levantamento das garantias bancarias, finalmente aconteceu em Abril, depois de 25 anos à procura de justiça, as duas trabalhadoras viram satisfeitas suas pretensões e receberam os valores em divida, superior a 12 mil euros, já incluído juros de mora.

Agora, falta fazer justiça para as restantes trabalhadoras, que por uma razão ou outra não tiveram condições para o fazer. Presentemente o Sindicato está atratar dos procedimentos com vista ao levantamento dos trabalhadores e dos valores que lhes é devido, requerendo à ESHTE a liquidação dos mesmos de forma voluntária ou em alternativa, requerendo ao tribunal o cumprimento e uniformização da sentença para as restantes trabalhadoras.

Fez-se justiça, pese embora o tempo longo em que o processo se arrastou nos tribunais, e isso é o mais importante para estes trabalhadores e suas famílias.