DEBATE SINDICAL SOBRE PROSTITUIÇÃO

No dia 6 de Dezembro, o Conselho Nacional da CGTP-IN e a Direcção da Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens (CIMH), realizou um debate sobre a prostituição, num quadro de forte movimentação por parte de algumas organizações, que defendem que a prostituição deve ser considerada uma profissão, a legalização do proxenetismo e a sua transformação em actividade empresarial.

A CGTP-IN e a sua CIMH desde há muito tempo que  assumem uma posição clara e fundamentada acerca da prostituição, considerando uma forma de violência e de exploração, em especial em relação à mulher.

Este debate contou com a participação e intervenção da Associação o Ninho, do Movimento Democrático de Mulheres e da Plataforma Portuguesa para os direitos das Mulheres.

Leia aqui o documento de apoio ao debate - Perspectivas de reflexão

DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

No próximo dia 17 de Dezembro assinalar-se-ão 18 anos da Resolução 54/134, instrumento com o qual a Assembleia Geral das Nações Unidas designou o dia 25 de Novembro (dia em que no ano de 1960, as três irmãs Mirabal, activistas políticas na República Dominicana foram assassinadas pelo regime ditatorial de Rafael Trujillo) como o “Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres”.

 No nosso país, assistimos hoje a várias tentativas de naturalização de expressões da violência contra as mulheres, no trabalho e na vida, seja através:

  •  Da manutenção do elevado nível de desemprego e de novos riscos de perda de postos de trabalho para centenas de mulheres, bem como de existência prolongada de situações de salários em atraso, de precariedade elevada (em especial, das jovens trabalhadoras) e de pobreza laboral, dado que cada vez mais se empobrece a trabalhar (são as mulheres que auferem maioritariamente o salário mínimo nacional e baixas pensões de reforma); 
  • Da continuidade das discriminações salariais e desvalorização das actividades profissionais e das qualificações das mulheres; - Da pressão, intimidação e de diversas formas de assédio no trabalho, bem como da persistência de doenças profissionais que afectam maioritariamente as mulheres;
  • De acórdãos impregnados de preconceitos e estereótipos que tendem a reduzir a mulher a um papel subalterno com desvalorização do drama da violência doméstica (que já vitimou dezenas de mulheres em Portugal neste ano de 2017); 
  • Das tentativas de legitimar a exploração, violência e mercantilização do corpo da mulher, através da legalização ou regulamentação do negócio da prostituição.

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NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER - "ATENÇÃO À DIREITA"

No Dia Internacional da Mulher – “Atenção à Direita” – Um espectáculo de Cláudia Dias. 

40 anos depois, da proclamação pela ONU, o dia 8 de Março, mantêm uma relevância nacional e internacional, muitas vezes aparece desligado da sua origem histórica da luta das mulheres trabalhadoras.

A Tribuna de Rua contou com um pequeno excerto do espectáculo da Coreógrafa e Bailarina Cláudia Dias. O espectáculo propõem-se reconstruir um combate de boxe, muito metafórico e político. Os temas vão-se dispondo – suscitados pelas perguntas – ao longo de vários rounds da peça, interpretado por: Cláudia Dias, Jaime Neves – lutadores - e Karas – narrador.

A matéria do espectáculo é afinal a mesma do dia-a-dia dos europeus, e revela a contradição irresolúvel que é ser habitante da Europa hoje: o discurso diz uma coisa e a prática diz outra......“quem domina os nossos corpos ,  quem é senhor deles?....” Qual é a estratégia dos mais fracos perante os mais fortes? Quem é o verdadeiro inimigo? O vizinho? O estranho?”...”Quando entramos no ringue? Quando é a nossa vez?... “Ao sentimento de opressão de que se libertam combatendo, opor-se-á o sentimento de solidariedade, entre pares, que se reforça no combate, quando eles se reconhecerem como iguais”.

DIA 8 DE MARÇO VAMOS ESTAR NA RUA PARA ASSINALAR O DIA INTERNACIONAL DA MULHER!

DIA 8 DE MARÇO VAMOS ESTAR NA RUA PARA ASSINALAR O DIA INTERNACIONAL DA MULHER!No dia 8 de Março a União dos Sindicatos de Lisboa vai assinalar este dia com a realização de uma Tribuna de Rua, na Rua do Carmo, a partir das 14h30, sob o lema “É TEMPO DE EFECTIVAR A IGUALDADE”. Vamos reivindicar de forma a dar visibilidade aos principais problemas que afectam as mulheres trabalhadoras, a partir dos locais de trabalho, com exemplos concretos.

 

 

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TRABALHADORAS DA VITROHM EM GREVE CONTRA AS DISCRIMINAÇÕES SALARIAIS ENTRE MULHERES E HOMENS!

TRABALHADORAS DA VITROHM EM GREVE CONTRA AS DISCRIMINAÇÕES SALARIAIS ENTRE MULHERES E HOMENS!As mulheres trabalhadoras da Vitrohm Portuguesa, do grupo multinacional chinês Yageo, estiveram em greve na sexta feira, dia 15 de Maio, A partir das 14h00, junto ao portão da fábrica em Trajouce, para exigirem salários iguais aos dos seus colegas, homens, que embora realizem trabalho igual auferem vencimentos superiores e cuja diferença atinge, nalguns casos, os 500 euros mensais. 

A greve teve como objectivo, exigir da direcção da Vitrohm o cumprimento integral do parecer aprovado, em 5 de Novembro do ano passado, pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), que confirmou a existência de discriminações em função do género e recomendou à direcção da empresa que uniformizasse os salários entre mulheres e homens do mesmo grupo profissional e criasse a possibilidade de as trabalhadoras terem acesso a profissões qualificadas, técnicas e de chefia.

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8 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER - ESTAFETA PELA IGUALDADE - PRÍNCIPE REAL - LARGO CAMÕES

Na origem da data estiveram os protestos e as manifestações de mulheres, nos inícios do século XX, por melhores condições de vida e de trabalho, em especial, pela redução do horário de trabalho. Em 1975, a ONU adoptou o dia 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher. Se nos nossos dias, perante a lei, não existe qualquer diferença entre mulheres e homens, a realidade demonstra que ainda persistem muitas desigualdades, preconceitos e discriminações em relação ao papel da mulher no trabalho, na vida e na sociedade.
Em Portugal, com a Revolução de Abril de 1974, conquistou-se a liberdade e foram alcançados direitos e garantias fundamentais para as mulheres. É preciso continuar a luta das mulheres por emprego qualidade, direitos e igualdade. Há propostas e lutamos por elas, emprego com direitos e sem precariedade, salários aumentados e SMN de 515 €. Horários de trabalho dignos e conciliação do trabalho com a vida familiar e pessoal e a defesa da contratação colectiva como fonte de direito e progresso social.
No dia 8 de Março pelas 15 horas, sábado, realizaremos a Estafeta pela Igualdade. Levaremos para as ruas de Lisboa a luta das mulheres, a Igualdade entre mulheres e homens é progresso social, é uma questão central do nosso tempo, é um conquista civilizacional que não pode andar para trás, participa!

Ler manifesto do Dia Internacional da Mulher; descarregar convite para a Estafeta da Igualdade.

6ª CONFERÊNCIA SOBRE IGUALDADE ENTRE MULHERES E HOMENS

conferencia-igualdade-mulheresA 6ª Conferência sobre Igualdade entre Mulheres e Homens, da CGTP-IN realizou-se, no dia 4 de Junho de 2013, no Institut Français du Portugal, em Lisboa, num quadro de ampliação do descontentamento e da contestação social e laboral, que mobiliza milhares de trabalhadoras e trabalhadores nos locais de trabalho e na rua, no sector privado e no sector público, nas pequenas e grandes lutas de protesto e de proposta, em direcção à Greve Geral de 27 de Junho, com o lema “Basta de Exploração e empobrecimento – Mudar de política – Portugal tem futuro”.

Ver vídeo de abertura

 

      

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